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O dia 1º de maio, não custa lembrar, é uma homenagem aos trabalhadores agredidos e mortos pela polícia durante uma greve geral, uma das primeiras manifestações pela redução da jornada de trabalho para 8 horas, no fim do século XIX.

É um dia de comemorar as conquistas e, também, de refletir sobre o futuro, os golpistas estão soltos e não escondem seus propósitos em acabar de vez com o único instrumento de luta da classe trabalhadora, escravizar e empobrecer ainda mais os trabalhadores com essas “medidas impopulares”. Isso significa reduzir o tamanho do Estado, privatizar o que for possível, demitir trabalhadores e arrochar salários, acabar com a possibilidade de aposentadoria, o fim do fator previdenciário, um redutor do valor das aposentadorias. A previdência é mais uma das importantes políticas sociais de uma nação, é um instrumento de distribuição de renda. Precisamos acabar definitivamente com a concepção de que custo social é gasto.

Vamos comemorar, mas o 1º de maio é dia também de discutir estratégias, fazer planos para o futuro, como reforçar a luta por mais avanços na pauta dos trabalhadores e trabalhadoras. É preciso refletir sobre os desafios que enfrentamos para garantir todos os benefícios da nossa convenção coletiva. Nossas conquistas estão sempre na mira dos setores empresariais e políticos ligados a eles. Neste 1º de maio vamos deixar claro que ninguém mexerá nas nossas conquistas. E mais, que isso: queremos ampliar as conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras. É preciso crescer distribuindo os ganhos de produtividade para crescer mais. É fundamental garantir mais horas para o lazer com a família e para a qualificação profissional dos trabalhadores. Vamos comemorar as conquistas, nos confraternizar, sem jamais deixar de reivindicar e lutar por melhorias, benefícios e mais conquistas para a classe trabalhadora e toda a sociedade.